domingo, 19 de setembro de 2010


A Igreja e a Política


Dois amigos meus me enviaram um vídeo sobre um pastor de Curitiba falando acerca de como a Igreja deveria votar nessa eleições, além de um artigo da posição da CNBB (não sei se real ou se forjado, não pesquisei) sobre o assunto, ambos criticando o PT e alguns projetos de lei que estão tramitando no Congresso que tratam da legalização do aborto, do casamento entre pessoas do mesmo sexo, facilitando o divórcio entre outras coisas. Vou dizer o que penso.

Não acho que a igreja deve tomar uma posição oficial sobre questões de política, nem a favor nem contra. Isso porque segundo a Bíblia a política vai ficar cada vez pior e as pessoas que vão assumir vão tomar o mesmo rumo. Não importa qual partido político vai assumir.

Sou contra todas as políticas adotadas pelo PT, sou contra aborto, casamento homossexual, divórcio, pesquisas com células tronco embrionárias etc, porque vejo que à luz da Bíblia todas essas coisas são pecados e chateiam a Deus, mas acho que o papel da igreja é ensinar as pessoas a não fazer essas coisas, ao invés de militar politicamente contra essas leis.

O país, que não tem parte com Deus mas jaz no maligno, como o resto do mundo, está no papel dele de criar essas leis. O dever da Igreja é ensinar às pessoas para que, mesmo que as leis aprovem tais práticas, não usem da permissão da lei para praticá-las.

Que adianta uma mulher não fazer aborto por causa da lei, mas no seu coração odiar o filho? A igreja deve ensinar a mãe a amar o filho desde a gestação. Que adianta não legalizar o casamento gay, mas os homossexuais continuarem se relacionando homossexualmente? A igreja deve ensinar à pessoa como sair dessa prática ao invés de hostilizá-lo, aliás, fato esse comum no meio preconceituoso evangélico, que normalmente só consegue amar aqueles pecadores que se parecem com ele. Somos hipócritas quando toleramos uma mentira ou a glutonaria (pecados segundo a bíblia) mas hostilizamos o homossexual ou o adúltero, porque sabemos que estamos mais suscetíveis a cometer aqueles pecados que esses e hipocritamente assumimos o lugar de Deus para Julgarmos, ao invés de amarmos o pecador e oferecer a Graça de Deus para eles.

Que adianta não facilitar o divórcio e marido e mulher viverem como inimigos dentro de casa para sempre? A Igreja deve ensinar ambos a se amarem e respeitarem. Um verdadeiro Cristão, ensinado pela Igreja e temente a Deus, nunca vai abortar, casar com uma pessoa do mesmo sexo banalizar o casamento e aproveitar-se do divórcio, mesmo que a lei permita.

O papel da igreja é pregar o evangelho e orar pelo país para que as pessoas se convertam. Quando vejo as estatísticas sobre aborto clandestino percebo que percentualmente, muitos cristãos evangélicos tem praticado o aborto, mesmo que esse é contra a lei. Onde está a Igreja hoje, que o aborto ainda é proibido? Porque não está amparando as mulheres que passam por esse problema e cedem ao pecado por razões diversas? Filhas de pastores que às vezes por sua iniciativa, às vezes por incentivo do próprio pai abortam, pois sabem que a Igreja tem pedras à mão prontas para atirarem nas mães solteiras e desmoralizar ministérios por causa da valoração arbitrária e hipócrita dos pecados. Quem disse que ser mãe solteira é pior que sonegar imposto, levar vantagem ilícita em negócios comerciais, ou até mesmo comer mais que o necessário em uma refeição prazeirosa?

A Inglaterra puritana do séc. XVII foi quase toda pro inferno, apesar de ser regida por leis cristãs. Os Judeus que viviam na época de Jesus foram quase todos pro inferno, mesmo sendo regidos pela própria bíblia como lei. A solução de nossos problemas não está na eleição deste ou daquele candidato ou deste ou daquele partido, como freneticamente recebo e-mails, desde ponderações políticas sábias como a do pastor de Curitiba, até apelações sobre satanistas no poder? Acaso os satanistas não estão no poder desde sempre? Desde Ninrode, ou os Faraós, ou Nabucodonozor, ou os próprios "Sacerdotes de Deus" que Ezequiel viu fazendo rituais satânicos nos porões do Templo de Deus, ou os Césares, ou os postuladores da independência dos EUA, quase todos maçons, ou nossos governantes anteriores e atuais que mentem (Jesus disse que o pai deles é o diabo), que roubam, e governam o país e o mundo rumando para o clímax bíblico do Apocalipse? Qual a diferença senão uma manifestação de histeria ou hipocrisia da Igreja que abandonou sua missão e tomada por um vazio existencial atira para todos os lados?

É preciso mudar a lei interna dos corações das pessoas, pelo poder do Evangelho.

Postado por Pr. Matheus Abrahao às 12:00
Fonte:
http://prmatheus.blogspot.com/2010/09/igreja-e-politica.html



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