domingo, 29 de agosto de 2010


LIÇÕES DA COVA

- Gn 37.23,24


Falar sobre cova a princípio é pouco animador. Contudo, a árdua experiência da cova pode nos oferecer preciosas lições. Vejamos!

a) Ninguém está imune à cova.
- A cova pode vir de onde menos se espera. A experiência de José nos mostra que há "irmãos" que lançam na cova.

b) A maior dor da cova.
- A cova em si não machuca tanto como a dor de ser atacado por "irmãos". Poucos golpes são tão duros quanto ser atacado por quem deveria nos amar.

À luz da experiência vivida por José aprendemos que:

1) A cova faz parte de um propósito divino.

- Ainda que pareça absurdo ou inaceitável, a cova faz parte de um projeto divino.

- Não se pode negar que a cova foi um instrumento da maldade dos irmãos de José. Todavia, sob o ponto de vista espiritual também é inegável que a excelsa sabedoria divina escolheu a cova como parte do processo de preparação para que José chegasse ao palácio de Faraó.

- Portanto, não se desespere! A maldade dos homens não é maior do que o propósito de Deus.

2) Se a causa da cova são os sonhos de Deus, então, a cova não é o fim.

- Provérbios deixa claro que "quem abre uma cova nela cairá ..." (Pv 26.27).

- José não cavou aquela cova. Então, aquela cova era pra quem a cavou. José estava ali apenas de passagem, seu destino era um palácio no Egito.
- Veja que, apesar de toda dor e sofrimento, a cova não é o fim.

- Ela é apenas parte de um projeto maior que o Todo Poderoso desenhou pra você. Portanto, não temas, nem te pasmes. O Senhor tem o controle de tudo.

3) A cova só admite duas opções:

a) Baixar a cabeça e ser esmagado pela dor.

- Sentir-se o "coitadinho" ou ter dó de si mesmo só aprofunda a cova, ou seja, agrava o sofrimento.

- Cabe aqui, a advertência de Provérbios: "Se te mostras fraco no dia da angústia, a tua força é pequena" (Pv 24.10).

- Se você não cavou a cova, você não permanecerá nela. Ou seja, sua permanência na cova tem dias contados. Chegará o tempo de Deus resgatá-lo. Se apegue a esta certeza e glorifique a Deus mesmo estando na cova.

b) Levantar a cabeça, olhar para o alto e clamar ao que pode nos socorrer.

- A cova tem o poder de nos deixar vazio da soberba, da autoconfiança.

- Normalmente, na cova a alma fica despida do "eu" e mais aberta ao reconhecimento de que quem pode tudo e estar acima de todos é o Senhor.

- Por isso, quando se clama da cova o grande peixe vomita (Jn 2.1, 2, 10), a fornalha recebe um visitante celestial (Dn 3.25), leões se tornam dóceis (Dn 6.22), alicerces se abalam (At 16.25, 26) e uma caravana se aproxima de forma providencial (Gn 37.25).

- Mesmo sendo uma experiência extremamente dolorida, enfrente a cova sem se entregar ao sofrimento.

- Dependendo da forma como recebemos as pedras que nos atiram elas podem tanto nos matar como nos fazer crescer. Se abaixarmos a cabeça elas nos matarão. Porém, se levantarmos a cabeça podemos usá-las para construirmos degraus que nos levem para mais perto de Deus.

4) O que a cova não pode nos tirar

- Além de receber sonhos de Deus, José também foi presenteado por seu pai com uma túnica que só era usada por governantes, sacerdotes e pessoas de distinção.

- A túnica que José havia recebido, era portanto, o reconhecimento de sua proeminência em relação aos seus irmãos.

- Veja que a túnica (o reconhecimento) quem dá é o homem, mas os sonhos (o chamado) só Deus pode dá.

- Gênesis 37.23, 31- 33, conta-nos que a túnica que José havia recebido foi tirada para simular sua morte. Isto nos ensina que os homens podem até nos tirar a túnica (a oportunidade ou o reconhecimento), mas jamais nos tirarão os sonhos de Deus (a unção, o chamado divino).

- Ainda que temporariamente, os homens podem até lhe tirar a oportunidade. Porém, jamais lhe tirarão a unção e o chamado, pois estes foi Deus que deu a você. Portanto, não desanime!!!

- Aprenda com a cova e saia dela mais forte! Os sonhos de Deus jamais vão morrer!

Fonte:
http://www.rnonatosilva.com.br/page12.php



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