terça-feira, 29 de junho de 2010


DESONESTIDADE,
DESVIO DE CARÁTER?


Os desafios bíblicos para uma vida de integridade.

Texto: Amós 5:18-27

Introdução:

- Vamos estudar os ensinos bíblicos acerca da honestidade. Ela é um requisito fundamental para o nosso bem-estar.

- Ainda que o indivíduo tenha todas as condições fundamentais para a sua subsistência, como as de alimentação, de saúde, instrução, etc, se lhe faltarem os requisitos de natureza moral, espiritual, relacionados ao caráter, nada irá bem.

- Haverá apenas sofrimentos, desprestígio e fracassos constantes. Por isso, vamos analisar o que a Bíblia ensina sobre o nosso caráter, no que diz respeito à honestidade.

I. Deus ama os honestos

- As Escrituras Sagradas são repletas de ensinos em torno da honestidade, especialmente na vida dos crentes.

- O pecado de Adão foi ato de dolosa desonestidade. O primeiro homem falhou, não honrando ao seu Criador e Pai, e pecou, Gênesis 3:1-7.

- É fato que Deus sempre fez questão de que seus servos fossem honestos, decentes, corretos; homens justos, SaImo 101:6.

- Abraão foi escolhido como homem bom, amigo, honesto, Gênesis 12:1-9.

- O Salmo 24 descreve o cidadão do Reino de Deus: é o homem de mãos limpas, de coração puro, sem subterfúgios ocos e que sabe cumprir a palavra empenhada, v. 3, 4.

- São pessoas que desfrutam de intimidade com Deus: Buscam a presença do Deus de Jacó " v. 5. Judas se arruinou antes de trair seu Mestre, sendo desonesto e falso no seu trato com os outros.

- O Brasil precisa de homens de caráter e honrados. Alguém já escreveu na imprensa brasileira "que a crise da Nação não é outra senão crise de caráter, a falta de mais homens de bem, decentes e honrados''.

- E verdade, e devemos orar ao Senhor, rogando-lhe cidadãos desse tipo para o país. E nós mesmos devemos nos empenhar em sermos esse padrão de homens que o mundo espera ver no crente. Vejamos como isso é possível.

II. A honestidade pessoal - que é?

- As palavras honestidade, honesto e derivados vêm de uma raiz latina que significa "aquilo que dá lustro, brilho, adorno, honra".

- Que sentido tem esse termo? De modo geral, a honestidade é qualidade do caráter, e se manifesta na conduta do homem. É a prática da retidão em tudo.

- Daí, significa aquilo que é decoroso, honrado, digno, decente. É a maneira de portar-se com honorabilidade, justiça, com irrepreensível modo de viver.

- A Bíblia faz diversos comentários sobre o significado da honestidade. O texto de Filipenses 4:8-9 é uma boa fórmula da honestidade cristã: "Tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo. puro, amável, de boa fama, virtuoso e digno de louvor”.

- São oito ingredientes simples, claros, que toda a gente aprecia e louva.

- Ser justo, em essência, é ser honesto. De acordo com o apóstolo Paulo, no texto de Efésios 4:24-32, isso é uma conseqüência da regeneração, v. 24.

- Todo o homem honesto anda em justiça e retidão que provém da verdade, v. 24; foge de qualquer malícia, v. 31; anda na luz, fugindo às trevas do erro, do mal, da falsidade e da hipocrisia.

- A honestidade pessoal é, sem dúvida, um efeito da nossa "santa vocação", pois fomos chamados por Deus a uma vida digna, mansa, humilde e boa, Efésios 4:1-2.

- De acordo com os ensinos bíblicos, a honorabilidade consiste em viver de acordo com as coisas elevadas, Colosenses 3:1-2.

- Jesus afirmou que "são bem-aventurados os limpos de coração", Mateus 5:8. A comunhão com o Pai exige sinceridade, retidão, probidade espiritual.

- Probidade é a integridade de caráter, próprio do homem honrado e reto. Deus espera tais atitudes dos que o amam e afirmam ser seus servos.

III. Perigos da falta de caráter

- Nos textos proféticos indicados para as leituras diárias, você pode observar alguns fatos chocantes na história de Israel. Entre eles a inexistência da honestidade, da retidão na vida e nos atos do povo e dos líderes.

- Veja Amós 8:4-7. São revelações terríveis. Deus teve que suscitar Amós, um pastor de ovelhas, acostumado ao serviço árduo do campo, como profeta, para despertar os que pecaram em Israel, e que agiam contra, a justiça.

- Vejamos as críticas que ele fez ao seu povo:
1. ". . . anelais o abatimento do necessitado, e destruís os miseráveis da terra", Amós 8:4
- Era o abuso praticado contra os que nada tinham, tornando a vida difícil e cara, oprimindo-se aos menos favorecidos.
- Havia gente aproveitando-se da situação para explorar os pobres, Amós 8:4-5. Tão grande era a avareza, a ganância e a vontade de fazer comércio, para obter maiores lucros, que desejavam que os dias santos e de cultos, bem como as festas religiosas e os sábados semanais, passassem depressa, pois nesses dias os negócios ficavam parados, II Reis 4:23; I Samuel 20:5, 18; Oséias 2:11.

2. ". . . diminuindo o efa, e aumentando o siclo, e procedendo dolosamente com balanças enganosas", Amós 8:5
- Assim se originava a desonestidade. Nos dias de Amós já roubavam nas medidas e pesos. O efa era medida de sólidos, valendo cerca de 36 litros; e os siclos, peças de prata ou de ouro, que se trocavam por gêneros, grãos, hortaliças, etc.
- Também já estava em uso o sistema de balanças, fraudulentamente preparadas. Era a fraude, o engano na vida comercial. Pura desonestidade!

3. ". . . para comprarmos os pobres por dinheiro, e os necessitados por um par de sapato. E depois vendermos o refugo do trigo", Amós 8:6
- Era a opressão, o abuso da situação de necessidade dos menos favorecidos, dos pobres. Faziam-se empréstimos com juros extorsivos, e exigiam-se tremendas hipotecas, de modo que os pobres, não tendo com que pagar, então eram obrigados a entregar aquilo que haviam empenhado.
- Cobrava-se carfssimo até o que era mais barato no mercado: um par de sapato! Era a tirania, a falta de caridade, a desonesta transação carregada de ambições sem medida.
- Por outro lado, enganava-se o pobre, vendendo-se-lhe o gênero já depreciado, de má qualidade, como se fosse bom, de primeira e sadio, v. 6.

Quanta gente há hoje que tem esse mesmo tipo de atitude em seus negócios.

- Uma leitura de Efésios 4:24-32 revela como o apóstolo Paulo teve que reagir, no seu tempo, contra os males da improbidade, tão comuns na época e que não podiam ser admitidos na vida dos novos conversos ao Evangelho.

- O crente não pode continuar desonesto, como era no mundo, porque é "homem novo", Efésios 4:24.
- O apóstolo cita uma série de pecados: a mentira, 4:25; ira, 4:26; furto, 4:28; mau exemplo, desde as palavras até os costumes, 4:29, 30; a malícia e suas conseqüências, 4:31.
- Em nossos dias há muitos hábitos que mostram que vivemos uma crise de retidão, justiça e dignidade.

- Enumeraremos alguns deles. É muito comum hoje:

1. Tomar emprestado objetos, livros ou recursos e não devolvê-los e nem pagar.
2. Não honrar a palavra ou compromis¬sos assumidos.
3. Faltar com a pontualidade e horário.
4. Mentir por "brincadeira" e por exagero, principalmente nos negó-cios.
5. "Colar" em estudos e exames.
6. Praticar lucros exagerados e usura criminosa.
7. Fazer negócio ou "arranjos", por linhas às avessas.
8. Lançar tropeços, fraudes para enganar outros.
9. Expor objetos à venda com nomes falsos: algodão por seda, mercadoria nacional por estrangeira, objetos frágeis como se fossem fortes; produtos misturados, como se fossem puros.
10. Falsificar remédios.
11. Empregados que fazem mau uso do tempo.
12. Fraudar o fisco, nos impostos, nas taxas.
13. Firmar namoro e noivado fictícios, isto é, sem o real propósito da concretização de lares.
14. Manter falsa espiritualidade na religião.
15. Iludir de qualquer forma a terceiros.

Conclusão:

- Que atitude você vai tomar?

- O crente tem que ser sal e luz, mesmo vivendo numa sociedade corrupta e corruptora.
AUTOR: Pr. Márcio Pereira de Andrade – Maringá - PR




================

================

::::::::::::::::::::::::::::::

::::::::::::::::::::::::::::::

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.