sexta-feira, 5 de março de 2010


DERROTA E VITÓRIA
NOS HABITAM

Números 13:25 a 33



Introdução:

- Vivemos em um mundo onde as vitórias acontecem, mas as derrotas também acontecem.

- Se um time de futebol ganha o outro perde; se no tribunal, um ganha, o outro perde. E isso é recebido pelas pessoas nas mais variadas formas; enquanto um fica alegre, o outro fica triste; enquanto um acha que foi abençoado outro pensa que foi desamparado.

- Na teologia da prosperidade, experimentar uma derrota é estar em pecado, longe de Deus, pois ensinam que o crente não pode perder, pois com Cristo é vitorioso sempre.

- Derrotas existem e não devemos fugir, pois elas fazem parte de nosso viver. Não devemos, portanto, nos deixar derrotar pelas perdas em nossas vidas.

- As vitórias também são parte do nosso cotidiano, elas também agem em nossas vidas de modos diferentes. Mas uma pessoa não vive só de vitórias. Vitórias e derrotas nos habitam.

- Precisamos aprender a olhar para a derrota sem derrotismo e usufruir a vitória sem arrogância, pois tanto a derrota como a vitória nos habitam.

I - As realidades encontradas no texto.No texto lido encontramos duas realidades.

1 - Positiva: “Relataram a Moisés e disseram: Fomos à terra a que nos enviaste; e verdadeiramente mana leite e mel; este é o fruto dela” V. 27.
A terra é muito boa! Excelente! Foi a noticia que trouxeram ao povo.

2 - Negativa: “O povo porém, que habita nesta terra é poderoso, e as cidades mui grandes e fortificadas; também vimos ali os filhos de Anaque. Os Amalequitas habitam na terra do Neguebe; os Heteus, os Jebuseus e os Amorreus nas montanhas; os Cananeus habitam ao pé do mar e pela ribeira do Jordão” V, 28 e 29.

- O povo que nela habita é monstruoso! É formado de gigantes.
Existe uma sensação de vitória, pois a terra é boa; e logo a sensação de derrota, não vai dar certo, porque tem um povo poderoso lá.

II - Habitando com a derrota.

- A atitude dos 10 espias foi concentrada não no positivismo e na possível vitória, mas no negativismo, pois viram derrota como coisa concreta.

1 - Confessaram a derrota antes de serem derrotados.

“Porém os homens que com ele tinham subido disseram: NÃO PODEREMOS SUBIR contra aquele povo” v.31.

- É triste ver alguém confessando sua incapacidade antes de ir à luta.

Não posso; não vou conseguir; não vai dar certo; não alcanço….isso é confessar a derrota antes de enfrentar o inimigo.

2 - Ressaltaram os defeitos e os problemas ao invés das coisas boas.

“ E diante dos filhos de Israel, infamaram a terra que haviam espiado, dizendo: A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra que devora os seus moradores; e todos os homens que vimos nela são de grande estatura” V.32. Infamaram a terra.

3 - Aumentaram as dificuldades.

“também vimos ali gigantes…e éramos, aos nossos próprios olhos, como gafanhotos e assim também éramos aos seus olhos” v.33.
Sequer haviam sido vistos pelos Anaquitas.

4 - Conseqüência.

- O povo se revoltou contra Moisés, foi tomado pelo pessimismo, desânimo e incredulidade. Foram terrivelmente castigados…

”Levantou-se, pois, toda a congregação e gritou em voz alta; e o povo chorou aquela noite. Todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão; e toda a congregação lhes disse: Tomara, tivéssemos morrido na terra do Egito ou mesmo neste deserto” Num. 14:1 e 2.

- Todos desanimaram por causa de 10 infelizes espias.

- Uma pessoa pessimista é derrotada e consegue levar uma multidão à derrota, a murmuração e ao desespero.

III - Habitando com a vitória.

- A atitude de Josué e Calebe foi otimista. E acreditavam nas promessas de Deus. E baseados nestas promessas viam as possibilidades de conquistar a terra de Canaã.

1 - Afirmação positiva.

“E falaram a toda congregação dos filhos de Israel, dizendo: A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra muitíssimo boa” Nm. 14:7

- Estes homens eram otimistas, e criam na vitória; e tentaram convencer a multidão de que a terra era boa.

2 - Criam nas promessas de Deus.

“Se o Senhor se agradar de nós, então nos fará entrar nesta terra e no-la dará, terra que mana leite e mel” Nm. 14:8.

- O povo não entrou porque não creu; a fé dos dois não minimizou as dificuldades, mas colocou a questão da vitória sob a vontade de Deus. “Se o Senhor quiser” E o Senhor queria.

- Mas o negativismo levou o povo a peregrinar pelo deserto durante 40 anos; até que toda aquela geração incrédula morresse.

O que o texto nos ensina?

1 - A DERROTA pode ser fruto de uma atitude negativa e incrédula.

“Disse o Senhor a Moisés: Até quando me provocará este povo e até quando não crerá em mim, a despeito de todos os sinais que fiz no meio deles?” Nm. 14:11.

2 - A DERROTA é também fruto da desobediência.

“Nenhum dos homens que, tendo visto a minha glória e os prodígios que fiz no Egito e no deserto, todavia, me puseram a prova já 10 vezes e não obedeceram a minha voz, nenhum destes virá a terra que, com juramento, prometi a seus pais, sim, nenhum daqueles que me desprezaram a verá”. Nm. 14:22 e 23.

3 - Tornamo-nos VITIMAS de nossas palavras e visão.

“Até quando sofrerei esta má congregação que murmura contra mim?Tenho ouvido as murmurações que os filhos de Israel proferem contra mim. Dize-lhes: Por minha vida diz o Senhor, que como falaste aos meus ouvidos, assim farei a voz outros….Neste deserto cairá o vosso cadáver…” Nm. 14:27 a 29.

Precisamos acreditar nas promessas de Deus e ir em frente na certeza de que tudo é vitória em nossas vidas.



AUTOR: Pr Cirino Refosco


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