terça-feira, 12 de janeiro de 2010


O COLAPSO
DA SOCIEDADE



< O profeta Miquéias fez um diagnóstico da sociedade do seu tempo. Dois mil e setecentos anos se passaram e os problemas identificados naquele tempo parecem ser os mesmos.

< Os tempos mudaram, mas o coração do homem é o mesmo. Os mesmos problemas que levaram a nação de Judá ao colapso, ainda hoje ameaçam a nossa civilização de uma bancarrota.

Que problemas são esses?

1. A exploração dos pobres pelos ricos (Mq 2.1,2)

- Os ricos imaginavam a iniquidade no coração em seus leitos e à luz da alva o praticavam, porque o poder estava em suas mãos.

- Eles cobiçaram campos e os arrebatavam. Cobiçavam casas e as tomavam.

- Eles faziam violência aos pobres ao criarem leis e sistemas de opressão para assaltar o direito do pobre.

- Eles faziam as leis, manipulavam as leis, escapavam das leis, porque se colocaram acima das leis.

- Todo o sistema econômico agia em benefício dos poderosos. Os pobres não tinham vez nem voz.

- Eles viviam oprimidos, amordaçados, perdendo seus bens, suas famílias e até mesmo sua liberdade.

2. A corrupção dos políticos inescrupulosos (Mq 3.1-3)

- A classe política de Judá havia se corrompido a tal ponto de Miquéias chamá-los de canibais.

- Eles comiam a carne do povo, arrancavam a pele e esmiuçavam os ossos.

- Eles aborreciam o bem e amavam o mal. Em vez dessa liderança política conhecer e exercer o juízo agia de forma draconiana oprimindo o povo, cobrando impostos abusivos para ostentar seu luxo nababesco.

- Quando o injusto governa o povo geme. Quando a injustiça prevelece, a nação se desespera.

3. A injustiça clamorosa do poder judiciário (Mq 3.11)

- Não apenas a classe política havia naufragado no mar profundo do lucro imoral, mas também, o poder judiciário que deveria fiscalizar com justiça os atos do governo também havia se capitulado à sedução da riqueza ilícita. Miquéias diz que eles davam as sentenças por suborno.

- Eles não julgavam conforme a justiça nem pelo critério da verdade.

- Os pobres não tinham chance de defender sua causa, porque os juízes eram subornados e as sentenças eram compradas.

4. A decadência generalizada da família (Mq 7.6)

- A decadência da sociedade de Judá procedia do palácio, passava pelo poder judiciário e descia à estrutura familiar.

- As famílias não eram mais redutos de reserva moral, mas campos de guerra. O conflito havia se instalado dentro da própria família.

- Os filhos desprezavam os pais, as filhas se levantavam contra as mães, as noras se levantavam contra as sogras, e os inimigos do homem eram os da sua própria casa.

- A família em vez de ser uma contra cultura numa sociedade decadente, era o espelho dessa sociedade.

- O mal que estava destruíndo a nação estava instalado no núcleo mais íntimo da nação, a família.

5. A apostasia galopante da religião (Mq 3.11)

- A religião judaica devia ser como um facho de luz no meio da escuridão da idolatria pagã.

- Os judeus tinham a Palavra de Deus.

Eles eram o povo da aliança.

Eles foram escolhidos por Deus para ser luz para as nações. Mas, em vez do povo de Deus influenciar o mundo, foi o mundo que influenciou o povo de Deus.

- A religião deles tornou-se contaminada pelo fermento do lucro. Seus sacerdotes ensinavam por interesse, os seus profetas adivinhavam por dinheiro.

- O amor do dinheiro e a ganância pelo lucro fácil corrompeu-lhes a alma e fê-los cair nas teias insidiosas da apostasia.

- Esse não é apenas o diagnóstico de uma sociedade remota, esse é o retrato da sociedade brasileira.

Não podemos nos calar.

Não podemos nos conformar.

É tempo de nos levantarmos e agirmos!



FONTE: Rev. Hernandes Dias Lopes


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