quarta-feira, 30 de dezembro de 2009


O CONSOLIDADOR

É UM GADITA



+ Que tipo de caráter você tem? Seu caráter precisa ser consolidador. Porém, só consolida quem é consolidado.

+ Deus quer remover toda pedra que queira impedir o processo da consolidação. E para isso precisamos estar atentos ao que Deus está nos ministrando. Ele está nos dizendo que o consolidador tem um perfil.

+ “Dos gaditas se passaram para Davi, ao lugar forte no deserto, homens valentes adestrados para a guerra, que sabiam manejar escudo e lança; seus rostos eram como rostos de leões, e eles eram tão ligeiros como corças sobre os montes. Ezer era o chefe, Obadias o segundo, Eliabe o terceiro, Mismana o quarto, Jeremias o quinto, Atai o sexto, Eliel o sétimo, Joanã o oitavo, Elzabade o nono, Jeremias o décimo, Macbanai o undécimo. Estes, dos filhos de Gade, foram os chefes do exército; o menor valia por cem, e o maior por mil” (I Cr 12:8-14).

+ Todo consolidador precisa ter o caráter de um gadita, ser um valente, ter um caráter indubitável.

+ O líder de célula deve ter esse caráter consolidador, pois é responsável por cada um de seus discípulos.

+ Os gaditas foram responsáveis pela consolidação das 12 tribos de Israel. Eles eram valentes e destemidos e, onde chagavam, transformavam o lugar. Na história de Israel, não há um registro de derrota das guerras onde os gaditas estiveram envolvidos.

+ Davi permaneceu por muito tempo morando no deserto e em cavernas, quando era fugitivo de Saul. Um dia, ouviu dizer que os gaditas estavam indo ao seu encontro. Ao ouvir tal informação, ele foi antes ao encontro deles, pois sabia que nunca haviam perdido uma guerra. Um dos filhos dos gaditas se apressou e disse a Davi que a entrada deles era de paz e de conquista.

+ A Bíblia relata que esse jovem profetizou para o rei Davi e as palavras por ele emitidas trouxeram consolo. Naquele momento, Davi foi consolidado. E os gaditas se uniram a Davi e tornaram-se capitães de tropas.

+ Os consolidadores são linha de frente de guerra. Andam unidos em um só propósito. Eram 11 homens, 12 com Davi.

+ Qual o perfil do gadita? O gadita tem uma unção de caráter e de personalidade. Eles eram homens que tinham o caráter tão ajustado e por isso não perdiam nenhuma batalha. Você terá um caráter tão ajustado que não perderá nenhum fruto fiel.

+ A consolidação exige um caráter decisivo. Não consolidamos perguntando a pessoa se ela quer ou não ser consolidada, porque o novo convertido não sabe esboçar nada no reino espiritual. O ímpio está nascendo, é como uma criança. Você não pergunta a um bebê se ele quer mamar, se ele quer que troque a fralda, se ele quer tomar banho. Não! Você vai até ele e faz, você toma a iniciativa.

+ O consolidador precisa receber um caráter de iniciativa, não pode ficar esperando que o ímpio ou o novo convertido venha à sua procura. O discipulador é você, logo, quem tem que consolidar é você.

+ Se você acompanhar uma pessoa por um ano e dois meses, ela nunca mais se afastará do Reino.

+ É por isso que a consolidação começa desde o Pré-encontro, indo até a Escola de Líderes para entrar no Reencontro.

+ É tempo suficiente para que ela receba um perfil seguro, já tendo passado por experiências com Deus e, portanto, podendo andar com suas próprias pernas, com base em todas as orientações que recebeu.

+ Você é um consolidador de êxito que receberá a unção de iniciativa pelo próprio Espírito de Deus. É Ele quem lhe dará um caráter consolidador para usar a sua iniciativa e influenciar milhares de milhares.

+ Vejamos as características que fazem de todo líder um consolidador valente, de caráter indubitável, eis as características de um gadita:

Não tem medo de fortalezas.

+ O consolidador valente enfrenta qualquer fortaleza com ousadia.

+ Não tem medo de autoridade. Ele respeita as autoridades, mas não tem medo de nenhuma delas.

+ Não tem medo de guerra. O consolidador de caráter é um líder de guerra.

+ Existem momentos nos quais o Reino de Deus não é tomado com poesia, mas com ousadia. Arrancar uma vida do inferno, das garras do diabo não fala de poesia, mas de firmeza.

+ Deus lhe dará graça e onde você entrar, sairá com a vitória nas suas mãos.

+ É um homem de destreza, preparado para a peleja.É um homem vitorioso. Como um gadita que tem garras de leão, traz o resultado e entrega-o ao rei.

+ Ele apresenta o seu fruto fiel porque não é abatido na batalha.

+ É um líder armado com escudo e com lança. Está pronto para o ataque e para a defesa. Haverá momentos nos quais o consolidador precisará atacar e para isso usará a lança. A lança não é usada por qualquer pessoa, mas por quem é adestrado. No mundo espiritual, você é um arqueiro. Toda flecha e toda lança que o Senhor colocar na sua mão, você tirará da aljava e não errará o alvo.

+ O gadita sabe o momento certo para atacar e para se defender.

+ Tem personalidade de um líder. Quando a Bíblia diz que o gadita tem cara de leão, está identificando-o como um líder que governa. Quem não governa é governado; quem não orienta é orientado; quem não lidera é liderado. Ter cara de leão representa denunciar a destreza de governarcom autoridade.Não recebe mediocridade sobre sua vida.

+ Ele tem unção e conquista sempre no sobrenatural. Recebe a excelência do Reino. Há pessoas que são pobres por uma questão de circunstância; outras, por uma questão de alma.

+ É veloz como a gazela. O consolidador deve ser veloz como a gazela das montanhas. Uma gazela pula em média seis metros para cima e nove metros para frente, de forma que corre em uma velocidade muito grande para fugir do predador a ponto de ele ficar cansado e desistir dela. Essa mesma unção Deus nos dará. Não somos comida de predador, portanto, quando ele quiser vir atrás de nós, terá que desistir, pois a velocidade de um gadita frustra o plano do inimigo.Ter unção do mínimo. Ter um aprisco completo que comporta no mínimo 100 ovelhas. E esse aprisco multiplica gerando outros apriscos. Você como gadita, nessa unção e caráter consolidador, terá ovelhas e discípulos debaixo de sua autoridade.

+ A unção do máximo. O mínimo tem cem e o que tem mais é porque conquistou mil. “O mais pequeno virá a ser mil, e o mínimo uma nação forte” (Is 60:22). Você terá unção para começar com os seus 100 discípulos, terá unção para tratar com os 1.000 discípulos, debaixo docaráter consolidador da personalidade do governo e não permitirá que o rebanho se disperse.

+ Tem o governo do Espírito sobre a sua vida. Quem governa o gadita não são as suas emoções, suas convicções. A Bíblia diz que o Espírito de Deus tomou a Amasai e ele começou a profetizar e consolidou o coração do rei.

+ A segurança de um consolidador é depender do Espírito Santo.Receberemos unção para consolidar dos súditos ao rei e todos aqueles que desejam receberão o caráter que Deus está imprimindo em nossos corações. Precisamos desejar o caráter consolidador, o caráter de governo.
Receba a unção de governo para consolidar uma nação: garras de leoa, cara de leão, pés ligeiros como os da gazela, destreza para alcançar as fortalezas e governo do Espírito Santo.



FONTE: - MIR -

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O LEVITA



Louvor e Adoração

"Ofereçam sacrifícios de louvor e relatem as suas obras com regozijo.”(Sl.107:22)

- Estamos iniciando este estudo com o objetivo de treinar aqueles que trabalham na área de louvor na igreja. Os músicos, os cantores, os solistas, enfim, todos precisam ser trabalhados na esfera espiritual.

- Louvor não é cantar e nem tocar.

- Adorar não é simplesmente se emocionar com um cântico lento. A Bíblia é profundamente clara neste assunto.

- O problema esta sempre no homem que, muitas vezes troca o que na realidade vem a ser verdadeira adoração.

- Se o grupo de louvor não estiver consciente do que a Palavra diz, com certeza terá grandes dificuldades para desenvolver ao Senhor um louvor sincero. Da mesma forma o coral, o regente, o pianista e o organista. Este é um trabalho sério, que envolve dedicação, consagração, oração e espiritualidade.

- Certa vez A. W. Tozer, escrevendo sobre o Espírito Santo e sua ação na vida dos crentes disse que , para muitos cristãos Ele é profundamente negligenciado. Para Tozer, este Espírito também é negligenciado no louvor. Diz Ele: “Acredito que um vigoroso ressurgimento do poder do Espírito entre nós romperá de novo as fontes da hinologia há muito esquecidas. Pois os cânticos jamais podem trazer o Espírito Santo, mas o Espírito sim, invariavelmente traz cânticos.”.

- O que Tozer tem em mente aqui é fantástico. Não é simplesmente cantar que fará o Espírito trabalhar em nossas vidas. É o contrário. O poder do Espírito, transformando o meu viver, me fará cantar com uma profundidade nunca vista. É aqui a grande questão. Muitos pensam que para sentirmos a presença de Deus temos que cantar. Não é assim que Deus trabalha. Ele não é como nós que nos tocamos com qualquer sentimentalismo. Isto não é louvor.

- Por esta razão temos que buscar na Palavra orientações para um louvor que nasça do coração, mas que acima de tudo, seja experiência viva com Deus e Seu Espírito.

Que Deus nos abençoe ricamente em Cristo, para o louvor da Sua glória.

I – LOUVOR E ADORAÇÃO NA BÍBLIA

- No A.T., as palavras que significam louvor principalmente empregadas, são: hãlal, cuja raiz significa algo como fazer ruído; yãdhâ, que originalmente estava associada com as ações e gestos corporais que acompanham o louvor; e zãmar, que é associada com a música tocada ou cantada.

- No N.T., eucharistein (literalmente, “agradecer”) é o vocábulo favorito, que subentende, da parte da pessoa que louva, a atitude de alguém mais íntimo com a pessoa louvada do que no caso do termo mais formal, eulogein, “bendizer”.

- Podemos ver no A.T. outros vocábulos para louvor, tais como, hillûl (júbilo, exultação, louvor), mahãlãl (louvor) e t hillâ (louvor). Estas palavras derivam da palavra hebraica hãlal, já mencionada acima, que significa “exaltar, louvar, vangloriar”. Esta raiz conota as idéias de estar sincera e profundamente agradecido e de estar satisfeito em elogiar alguma(s) qualidade(s) superior(es) ou grande(s) feito(s) do objeto da ação. Seus sinônimos são yãdhâ, “louvar, dar graças”; rãnan, “cantar ou gritar de júbilo”; shîr, “cantar(louvores)”; bãrak, “louvar, bendizer”; gãdal, “engrandecer”; rûm, “exaltar”; zãmar, “cantar, tocar, louvar”. O verbo hãlal pode ser usado de diversas maneiras, como por exemplo exaltar a beleza humana (Gn.12:15; II Sm.14:25), o entendimento humano (Pv.12:8), pode descrever o elogio devido a uma boa dona de casa (Pv.31:28,31), a um diplomata sábio (I Rs.20:11) e que procede de um rei (Sl.63:11,12).

- O substantivo t hillâ é usado em relação ao renome de cidade em Jr.48:2. Mas geralmente a palavra em hebraico se refere ao louvor das divindades, mesmo que sejam falsos deuses (Jz.16:24). O uso mais freqüente desta raiz diz respeito ao Deus de Israel. Quase um terço de tais passagens ocorrem nos Salmos.

- Destas, o maior número é o de imperativos, de convocações de louvor. A freqüência e o modo de ocorrência enfatizam a necessidade vital de tal ação. Os temas relacionados e incluídos nas expressões verbais de louvor (os salmos) demonstram que é imperativo que Deus seja reconhecido em sua divindade (Sl.102:21,22) e que a plenitude dessa divindade seja confirmada e declarada. Isto deve ser oferecido numa atitude de prazer e regozijo.

- A fé e a alegria estão inextricavelmente entrelaçadas. É importante notarmos que a maioria dessas ocorrências está no plural, nos mostrando que o culto em Israel ao Senhor era especialmente congregacional. Este louvor podia envolver coros e instrumentos musicais.

- Podia ser expresso pela fala (Jr.31:7), pelo canto (Sl.69:30,31) e pela dança (Sl.149:3). Tal louvor era um elemento essencial do culto público formal em Israel. É importante notar a forte relação entre o louvor e o conteúdo intelectual.

- Toda criação, tanto terrestre (Sl.148:1) quanto celeste (Sl.148:2) é convocada a louvar a Deus. Isto não implica, todavia, que tal atividade fosse qualquer coisa menos inteligente.

- Tais personificações (Rm.8:20 e ss.) enfatizam a responsabilidade de toda a criação de dar a Deus o que lhe é devido (Sl.150:6). O louvor e o culto são constantes na obrigação e no privilégio do homem perante o seu Criador e Salvador (Sl.106:1).

- Hillûl, que significa “júbilo, festivo, canções de louvor, festas”, representavam alegres festivais de louvor realizados entre os israelitas. Geralmente era realizado na festa das primícias que celebrava a colheita. O substantivo mahãlãl (louvor) representa o grau de louvor ou a falta dele tributado a outrem (Pv.27:21). É aquilo que é posto à prova, e que é comparado a um cadinho (vaso empregado em operações químicas a temperaturas elevadas; crisol) em que ouro e prata são provados.

- E o substantivo t hillâ (louvor, atos dignos de louvor) representa os resultados de hãllal, bem como os atos divinos que merecem a atividade humana do louvor como resposta. Isto ocorre tanto no singular (Sl.106:47) como no plural (Êx.15:11; Sl.78:4). Palavras paralelas são kãbôd, “honra” (Is.42:8), e shem, “nome” (Sl.48:10,11; Is.48:9).

- Essas palavras ocorrem 57 vezes. Adoração é muito usado em toda a Bíblia. Aparecem dois vocábulos em hebraico, hãwâ e hishtahãwâ. A idéia é de “prostrar-se”, “adorar”. Em seu sentido original o verbo significava prostrar-se no solo, como em Neemias 8:6.

- Esse ato de prostra-se era bem comum como prova de submissão diante de um superior. A prostração era um ato comum de auto-humilhação, realizado perante parentes, estranhos, superiores e, principalmente, da realeza. O verbo é usado em I Cr.29:20 em conjunto com duas expressões, “prostrando-se perante o Senhor e perante o rei”. Este verbo mostra ação específica da adoração.

Vejamos alguns exemplos:

· Abraão no sacrifício de Isaque (Gn.22:5)

· Saul perturbado (I Sm.15:25,30,31) · Gideão (Jz.7:15) Existe um outro vocábulo hebraico, ‘ªbhôdhâ, que significa o trabalho efetuado pelos escravos ou empregados.

- No N.T. aparecem duas palavras, latreia, que tem o mesmo significado de ‘ªbhôdhâ, e proskyneõ que tem a mesma idéia de hishtahãwã, ou seja, de manifestação de temor, reverência, admiração e respeito.

- Podemos perceber que as palavras trazem um significado profundo deste ato.

- Adoração vai trazer esta idéia de prostar-se diante do Todo Poderoso, em reconhecimento do que Ele é, da Sua majestade e Sua glória. Portanto, louvor e adoração não é simplesmente cantar hinos, bater palmas, levantar as mãos, etc.

- Sabemos que estas coisas fazem parte, mas não são a essência.

- O louvor e a adoração devem fazer parte da experiência de cada um daqueles que ministram na presença de Deus.

- Eu devo adorar e exaltar ao Senhor não porque gosto de cantar, e sim pelo prazer de estar em Sua presença. Por isto, estar ministrando ao Senhor é algo que traz muita responsabilidade e seriedade.

- A Bíblia nos mostra que devemos adorar a Deus.

Vejamos algumas colocações sobre isto:

· “e agora trago as primícias dos frutos da terra que tu, ó Senhor, me deste. Então as porás perante o Senhor teu Deus, e o adorarás.”(Dt.26:10). O que vemos aqui é um princípio básico da adoração verdadeira. Deus quer as primícias, ou seja, o melhor deve ser posto diante dEle.

· “Tributai ao Senhor a glória de seu nome. Trazei presentes, e vinde perante ele; adorai ao Senhor na beleza da sua santidade.”(I Cr.16:29; Sl.29:2).

- Ele merece o nosso tributo, ou seja, a nossa homenagem. Só Ele merece a glória e o louvor. Quando o adoramos, estamos na beleza de sua santidade.

- Você já pensou nisto?

· “Oh, vinde, adoremos e prostremo-nos, ajoelhemo-nos diante do Senhor que nos criou;”(Sl.95:6). Aqui traz a idéia mencionada acima, e nos mostra porque devemos adorar ao Senhor. Ele é o Criador!!!

· “Adorai ao Senhor na beleza da sua santidade; tremei diante dele todos os moradores da terra.”(Sl.96:9; 99:5; Zc.14:17). Adorar é ter consciência de que estamos em Sua presença. Por isso devemos tremer diante do Senhor. ·

“Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e verdade.”(Jo.4:24). Aqui podemos ver o modelo exato da adoração e louvor.

- Jesus nos mostra que estas atitudes devem ser feitas em espírito, ou seja, em profundidade e intimidade, e em verdade, portanto uma ação verdadeira, livre dos conceitos e preconceitos da religiosidade que amarra.

- Há muito mais na Bíblia sobre este assunto. É importante que saibamos estes princípios da Palavra de Deus.

- Devemos comparece diante dEle com alegria, júbilo, prazer, reverência e contrição.

II – ORIENTAÇÕES PARA OS LEVITAS

- Vale salientar que levita era aquele que descendia de Levi, filho de Jacó.

- Quando Deus instituiu o sacerdócio levítico a Arão, designou também que os descendentes de Levi fossem ajudantes deste sacerdócio.

- Existiam três clãs na tribo de Levi, os Gersonitas, descendentes de Gérson o primogênito de Levi, os Coatitas, descendentes de Coate o segundo filho e os Meraritas, descendentes de Merari o terceiro filho.

- Arão e Moisés eram do clã de Coate. Cada clã tinha uma missão.

- Os Gersonitas transportavam o Tabernáculo (a tenda, as cobertas, as cortinas, etc.), os Coatitas transportavam os móveis e os vasos e os Meraritas carregavam as armações do Tabernáculo.

- Cada um tinha uma função, e Deus é quem tinha escolhido esta tribo para realizar estas funções na Tenda da Revelação, assim chamada porque Deus ali se revelava.

- Os descendentes de Arão eram responsáveis pelo sacerdócio. Este ministério era santo. Os levitas trabalharam assim até a chegada na Terra Prometida.

- Muitos anos depois o rei Davi faz com que o culto, que era em Siló (local onde ficava o Tabernáculo), se centralizasse em Jerusalém, levando a Arca da Aliança. Este episódio mostra Davi orientando os levitas para buscarem a Arca da Aliança.

- Leiamos I Cr.15:11-29. A partir deste momento os levitas, sob a direção de Davi, tornam-se músicos e cantores consagrados para o louvor de Deus.

- Se você perceber com atenção, estes levitas são divididos cada um com sua função. Fizemos este histórico resumido para que você entenda o que é ser levita.

- O levita têm responsabilidades tremendas com o Senhor. E nesta segunda parte do estudo queremos trazer algumas orientações para nós que estamos na frente do povo de Deus.

1º) O levita deve ter uma vida de santidade e consagração.

- Leiamos Nm.3:1-12; Lv.10:1-3, 8-11; 11:44,45; Nm.1:50; 8:14; Sl.24:3,4. Sem uma vida santa e consagrada não é possível estar na presença de Deus.

- Ele exige de seus servos uma vida digna de Sua presença.

- Quantas vezes não comparecemos diante do Senhor sujos pelo pecado? Hebreus 12:14 diz: “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.”.

2º) O levita expressa seu compromisso com Deus de forma visível.

- Quando Deus separou os levitas para a obra, Ele afirmou que estes eram seus, ou seja, posse do Senhor. Para tanto, Deus exigia não somente santidade e consagração, mas acima de tudo uma exteriorização desta ação.

- Os levitas deviam ter sempre vestes santas, mostrando assim o estilo de vida. Jesus e Paulo vão fazer uma analogia da vestimenta como mostra deste viver que agrada a Deus.

Vejamos o que a Bíblia nos diz:

- I Cr.15:11-15; II Cr.5:2-14; 20:18-22; Mt.22:1-14; Ef.4:20-24.

3º) O levita deve manter uma comunhão profunda com os outros irmãos.

- O que mais o Diabo gosta de fazer é promover a discórdia. Todos devemos saber que somos diferentes uns dos outros, que temos temperamentos e reações diferentes. Mas o que é igual entre nós é o amor que nos alcançou.

- Diz a Palavra que o amor é o vínculo da perfeição (Cl.3:14).

- Estejamos atentos as armadilhas do inimigo, pois ele odeia o louvor e pior, deseja que a igreja permaneça calada, fria e dividida. Entre nós não maior e menor. Todos são importantes.

Vejamos o que João nos diz sobre amar o irmão: I João 3:11-19; 4:7-13.

4º) O levita deve ter consciência de batalha espiritual.

- Baseados no que falamos acima, o levita deve entender que a nossa luta não é contra carne ou sangue, e sim, contra os principados e potestades do mal (Ef.6:10-12).

- Infelizmente, somos às vezes levados a pensar que a nossa luta é contra o outro.

- Se desenvolvermos esta consciência de que o Diabo é o grande inimigo da Igreja, e que ele não cansa de fazer o mal, então estaremos desenvolvendo o pensamento certo.

- Nunca deixe que fofocas, palavras maldosas, mentiras, o disse me disse, envenenar o ministério de louvor, e muito menos a sua vida espiritual.

5º) O levita pensa em fazer sempre o melhor para Deus e sua obra.

- O importante para aquele que serve a Deus é a obra.

- O pensamento do levita comprometido com o Senhor é o mesmo de João Batista: “Convém que ele cresça e que eu diminua.”(Jo.3:30).

- Quando Deus ordenou Moisés construir o Tabernáculo, Deus pediu o melhor. Da mesma forma nós devemos fazer, sempre o melhor para Deus.

6º) O levita sempre se preocupa com a espiritualidade.

- Muitas vezes seremos tentados a buscar uma perfeição musical, uma técnica vocal apurada e tantas outras coisas, que de vez em quando nos desviam do propósito primeiro.

- Não estamos dizendo que o aperfeiçoamento musical não deva ser buscado. Quanto mais aprendermos será cada vez mais bonito e perfeito o louvor.

- A questão é não deixar se iludir que isto seja primordial, e cairmos na síndrome de lúcifer.

7º) O levita tem uma vida de obediência.

- A obediência é uma marca do servo de Deus.

- Diz I Sm.15:22-23 que a desobediência é como pecado de feitiçaria.

Deus preza aquele que vive em obediência.



FONTE: Pr. Gilson Souto Maior Jr.