sábado, 7 de novembro de 2009


ADORAÇÃO
ALÉM DOS GESTOS

Is 1.10-20



- Assim como os magos e os pastores adoraram ao Senhor Jesus, também nós devemos adorá-lo. Mas vejam que eles adoraram cada um de forma diferente.

- Quanto aos magos, uns ofereceram ouro, outros incenso, outros mirra. Os pastores falaram palavras de adoração: Gloria a Deus nas alturas...

- Cada um de nós é chamado a adorar a Deus através de Jesus.

- O que é um adorador?

Um adorador é aquele que:

a) Entrega toda a sua vida a Jesus para glorificar a Deus.

b) Através da rendição se oferece a Deus através de Jesus.

c) Expressa-se publicamente em adoração a Deus.

d) Faz parte da igreja de Jesus.

- Na nova aliança, não pode existir adoração autêntica a não ser através da Palavra e através de Jesus.

- Na Antiga aliança as pessoas adoravam a Deus através dos rituais. O que passou a chamar-se culto.

- Na nova aliança não há mais necessidade de rituais para adorar a Jesus, mas alguns ritos não foram abolidos, pois é através de ritos que nos expressamos publicamente diante do Senhor..

- Os ritos não são inúteis, pois seria praticamente impossível cultuar publicamente sem rituais.

- Todo gesto ou expressão corporal é chamado de rito. Eles servem para materializar ou dar significados aos sentimentos interiores a serem comunicados.

- Através dos ritos nos colocamos na cena, não apenas como expectadores, mas como participantes.

- A principal forma é através dos gestos.O gesto é expressão da alma.

- O gesto é a maneira de expressar o que vai no interior.

- O gesto reflete um sentimento, ou estado de espírito.

- Os gestos são: expressões faciais, dos olhos, postura do corpo, das mãos etc.

- O “sim” acompanha a expressão – olhar de aprovação...

- Em nossos cultos usamos o corpo para expressar nossa adoração e louvor ao Senhor.

Exemplos:

Fechar os olhos, curvar as frontes, erguer as mãos, postar-se de pé, ajoelhar-se. Agora isso tudo por si só não é adoração.

1 – O GESTO NÃO TEM SIGNIFICADO ALGUM, SE NÃO FOR EXPRESSÃO DE UMA ATITUDE INTERIOR DO CORAÇÃO (IS 1.11)

- Os gesto que fazemos não adora a Deus, a menos que no coração estejamos adorando.

- A própria fala não tem valor algum se não expressar o interior. O rito, não tem valor em si mesmo.

- O rito é vazio sem a verdade. O rito é mágica, sem o coração, sem a intenção verdadeira que sai da alma, do ser de quem reconhece a soberania de Deus.

2 - O GESTO MAIS A VOZ NÃO SÃO SUFICIENTES PARA PRESTAR CULTO (IS 1.12-14)

- Alguns gestos e expressões usados no culto:

a) Levantar as mãos – é um dos gestos mais comuns na igreja hoje. É uma marca dos carismáticos, renovados ou pentecostais. É um gesto incentivado pela palavra (Sl 63.3,5)

- Muitos, porém levantam as mãos porque querem se identificar com os outros. Esse gesto as vezes revela os que têm e os que não tem algo mais..se você levanta as mão você é um adorador, se não levanta.... mas, é claro que não tem nada ver isso.

- Esse gesto só tem real significado se usado como expressão da alma.

Sinal de rendição.

Sinal de suplica.

Sinal de quem quer receber, sinal de quem quer entregar, se entregar.

Sinal de quem está se abrindo para receber algo de Deus.

Sinal quem quer voar, tocar na mão do Senhor.Se não significar algo é um gesto vazio.

- Nenhum gesto em si mesmo pode produzir efeitos e manifestações se não houver significados neles.

b) Aleluia – é uma expressão muito usada nos cultos.

- Significa “louvado seja o Senhor” .

- É uma expressão de adoração e só deve ser usada com o sentido de realmente adorar e declarar nossa profunda adoração ao Senhor.

c) Amém – é concordância com Deus.

- Quem diz amém, diz: É assim, eu concordo, eu aceito, eu estou nessa. É isso mesmo. Verdade. Está completo. Tem sentido.

“estas coisas diz o amém” Ap. 3.14 – "amém, vem Senhor Jesus". Ap 22.16

- Amém também significa a máxima verdade.

- Jesus usava a expressão: Amém, amém.

d) Glória- A expressão usada pelos pastores em Belém.

- Gloria é a presença de Deus. É todo o significado de Deus.

- Gloria a Deus nas alturas é uma expressão de admiração e espanto. É uma expressão de exaltação ao Senhor.

- Glorificar a Deus é a maior expressão da vida. quem não glorifica a Deus não agrada a Deus.

- Não adianta eu “dar glória” com a boca e com a vida não glorificar a Deus.

- Falar sem perceber o significado é desonrar o valor da expressão.

3) O CORPO PRECISA ESTAR ENVOLVIDO NA ADORAÇÃO, MAS SOMENTE O CORPO NÃO É SUFICIENTE PARA ADORAR AO SENHOR (IS 1.15-16)

- Fechar os olhos tem sua utilidade, mas não é uma necessidade da oração. Pode orar com os olhos ou fechados.

- Dobrar os joelhos é um sinal de reverência, uma atitude interior de submissão, sem essa condição interior é vazio.

- Devemos adorar com o nosso corpo. Tudo o que há mim, bendiga ao Senhor.

- A Bíblia nos diz para louvar ao Senhor com as mãos; aplaudindo, prostrando-se, gritando, cantando, dançando, porém se não for autêntico, de coração.

- Se não for para o Senhor é ritual vazio que Deus não recebe.

- Sou a favor da coreografia, desde que ela seja feita por pessoas que se consagram a Deus. Existem muitas igrejas que usam a coreografia no culto, algumas com pessoas dedicadas à oração outras por puro modismo. Deus não recebe nosso culto se não for autêntico. Se não for em espírito.

4) A VIDA PRECISA ESTAR ENVOLVIDA NA ADORAÇÃO (IS 1.16,17)

- Sem vida, sem caráter santo, sem consagração, sem temor a Deus não existe adoração.

a) Se você quer adorar como os magos adoraram ofereça o que você tem de melhor a Deus.

b) Se você quer adorar como os pastores adoraram ofereça palavras, expressões e gestos autênticos ao Senhor.

c) Se você quer adorar como os anjos adoram a Deus, renda-se totalmente, sem reservas de corpo, alma e espírito ao Senhor.

- Quem adora não precisa mostrar que adora. Adorar não se exibir. Adoração não é exibição.

Não é um show para os outros.

Não é fazer cena. Adoração é uma entrega ao Senhor. É dizer, Deus!

- Quem adora, precisa saber adorar sozinho.

- O Senhor quer fazer de você um adorador autêntico, não um imitador. Tire da sua alma uma adoração. Entre no tempo com temor. Entre no templo com ações de graças (Sl 100).

- Adoramos a Deus somente se reconhecemos o senhorio de Cristo. A adoração precisa ser cristocêntrica.

- Não existe mais a adoração do Antigo Testamento. Aquela era a Antiga Aliança, estamos na Nova Aliança e, agora, somente existe verdadeira adoração em Jesus.

Através do Espirito adoramos a Cristo, assim, adoramos a Deus.


FONTE: Pr. Rogério Nascimento





Tipos de sermões
que atrapalham o culto




- Apenas para ilustrar, vamos fazer uma rápida classificação dos sermões que mais atrapalham o culto.

- Se você freqüenta igreja há vários anos, é provável que já se tenha encontrado com alguns desses sermões mais de uma vez.

A seguir, descrevem-se os tipos de sermão que atrapalham o culto.

1) O SERMÃO SEDATIVO

É aquele que parece anestesia geral. Mal o pregador começou a falar e a congregação já está quase roncando.

- Caracteriza-se pelo tom de voz monótono, arrastado, e pelo linguajar pesado, típico do começo do século, com expressões arcaicas e carregadas de chavões deste tipo: "Prezados irmãos, estamos chegando aos derradeiros meandros desta senda",

- Porque não dizer: "Irmãos, estamos chegando às últimas curvas do caminho"? Seria tão mais fácil de entender. Ficar acordado num sermão desse tipo é quase uma prova de resistência física.

- Como dizia Spurgeon: "Há colegas de ministério que pregam de modo intolerável: ou nos provocam raiva ou nos dão sono. Nenhum anestésico pode igualar-se a alguns discursos nas propriedades soníferas. Nenhum ser humano que não seja dotado de infinita paciência poderia suportar ouvi-los, e bem faz a natureza em libertá-lo por meio do sono".

2) O SERMÃO INSÍPIDO

– Esse sermão pode até ter uma linguagem mais moderna e um tom de voz melhor, mas não tem gosto e é duro de engolir. As idéias são pálidas, sem nenhum brilho que as torne interessantes.

- Muitas vezes é um sermão sobre temas profundos, porém sem o sabor de uma aplicação contemporânea, ou sem o bom gosto de uma ilustração. É como se fosse comida sem sal.

- É como pregar sobre as profecias de Apocalipse, por exemplo, sem mostrar a importância disso para a vida prática.

- O pregador não tem o direito de apresentar uma mensagem insípida, porque a Bíblia não é insípida.

- O pregador tem o dever de explorar as belezas da Bíblia, selecioná-las, pois são tantas, e esbanjá-las perante a congregação.

3) O SERMÃO ÓBVIO

É aquele sermão que diz apenas o que todo mundo já sabe e está cansado de ouvir.

- O ouvinte é quase capaz de "adivinhar" o final de cada frase de tanto que já ouviu.

- É como ficar dizendo que roubar é pecado ou que quem se perder não vai se salvar (é óbvio). Isso é uma verdade, mas tudo o que se fala no púlpito é verdade. Com raras exceções, ninguém diz inverdades no púlpito. O que falta é apenas revestir essa verdade de um interesse presente e imediato.

4) O SERMÃO INDISCRETO

É aquele que fala de coisas apropriadas para qualquer ambiente menos para uma igreja, onde as pessoas estão famintas do pão da vida.

- Às vezes, o assunto é impróprio até para outros ambientes.
- Certa ocasião ouvi um pregador descrever o pecado de Davi com Bate-Seba com tantos detalhes que quase criou um clima erótico na congregação.

- Noutra ocasião, uma senhora que costumava visitar a igreja confessou-me que perdeu o interesse porque ouviu um sermão em que noventa por cento do assunto girava em torno dos casos de prostituição da Bíblia, descritos com detalhes.

- E acrescentou: "Achei repugnante. Se eu quiser ouvir sobre prostituição, ligo a TV".

- De outra vez, um amigo me contou de um sermão que o fez sair traumatizado da igreja, pois o pregador gastou metade do tempo relatando as cenas horrorosas de um caso de estupro.

- Por favor, pregadores: o púlpito não é para isso. Para esse tipo de matéria existem os noticiários policiais.

5) O SERMÃO REPORTAGEM

É aquele que fala de tudo, menos da Bíblia. Inspira-se nas notícias de jornais, manchetes de revistas e reportagens da televisão. Parece uma compilação das notícias de maior impacto da semana.

- É um sermão totalmente desprovido do poder do Espírito Santo e da beleza de Jesus Cristo.

- É uma tentativa de aproveitar o interesse despertado pela mídia para substituir a falta de estudo da Palavra de Deus.

- Notícias podem ser usadas esporadicamente para rápidas ilustrações, nunca como base de um sermão.

6) O SERMÃO DE MARKETING

– É aquele usado para promover e divulgar os projetos da igreja ou as atividades dos diversos departamentos.

- Usar o púlpito, por exemplo, para promover congressos, divulgar literatura, prestar relatórios financeiros ou estatísticos, ou fazer campanhas para angariar fundos, seja qual for a finalidade, destrói o verdadeiro espírito da adoração e, portanto, atrapalha o culto.

- A Igreja precisa de marketing, e deve haver um espaço para isso, mas nunca no púlpito. Isso deve ser feito preferivelmente em reuniões administrativas.

7) O SERMÃO METRALHADORA

– É usado para disparar, machucar e ferir.

- Às vezes a crítica é contra um grupo com idéias opostas, contra administradores da igreja, contra uma pessoa pecadora ou rival ou mesmo contra toda a congregação.

- Seja qual for o destino, o púlpito não é uma arma para disparar contra ninguém.

- Às vezes o pregador não tem a coragem cristã de ir pessoalmente falar com um membro faltoso e se protege atrás de um microfone, onde ninguém vai refutá-lo, e dispara contra uma única pessoa, sob o pretexto de "chamar o pecado pelo nome".

- Resultado: a pessoa fica ferida, todas as outras, famintas, e o sermão não ajuda em nada. Às vezes o disparo é contra um grupo de adultos ou de jovens supostamente em pecado. Não é essa a maneira de ajudá-los.

- Convém ressaltar que chamar o pecado pelo nome não é chamar o pecador pelo nome.

- Chamar o pecado pelo nome significa orar com o pecador e se preciso chorar com ele na luta pela vitória.

- A congregação passa a semana machucando-se nas batalhas de um mundo pecaminoso e de uma vida difícil e chega ao culto precisando de remédio para as feridas espirituais, não de condenação por estar ferida.

- Em vez de chumbá-la com uma lista de reprovações e obrigações, o pregador tem o dever santo de oferecer o bálsamo de Gileade, o perdão de Cristo como esperança de restauração. As obrigações, todo mundo conhece. Nenhum cristão desconhece os deveres do evangelho.

- Em vez de apenas dizer que o cristão tem de ser honesto, por exemplo, mostre-lhe como ser honesto pelo poder de Cristo. Isso é pregação com poder.


CONCLUSÃO:

- Todos esses sermões mencionados acima atrapalham o culto mais do que ajudam. Prejudicam o adorador, prejudicam a adoração. São vazios de poder.

- Se você quer ser um pregador de poder, busque a Deus, gaste dezenas de horas no estudo da Bíblia antes de pregá-la, experimente o perdão de Cristo e estude os recursos da comunicação que ajudam a chegar ao coração das pessoas.



(Fonte: MARINHO, Robson Moura. A Arte de Pregar – A Comunicação na Homilética. São Paulo: VIDA NOVA, 1999. 192 p. p. 20-23.)