quinta-feira, 3 de dezembro de 2009


PORQUE
SOMOS PROVADOS?

(1 Coríntios 10.1-13)



Introdução

- Há muitos anos ouvi numa reunião de oração, dirigida por adolescentes, a leitura de um pensamento que me tem feito pensar: "Se não fossem as provações, a igreja estaria cheia de hipócritas".

- Deus permite que sejamos provados através das tentações até o limite em que podemos suportar (1 Co 10.13). Do lado do diabo, ele pretende destruir nossas vidas pelas provações, mas Deus nos prova para que sejamos aprovados, maduros, frutíferos.

- Para que Pedro pudesse fortalecer os irmãos, Deus permitiu que ele fosse joeirado como trigo (Lc 22.31-32).

- Somos confortados com a verdade de que Deus é fiel e não permitirá que sejamos provados além das nossas forças. Ele provê uma saída triunfal das provações.

- Por isso, estamos iniciando hoje uma série de mensagens sob o tema geral: Vivendo no limite de Deus.

- As tentações são inevitáveis (Jo 17.15), e até mesmo desejáveis, pois quando perseveramos nas provações somos aprovados e recompensados (Tg 1.12). Por isso, Jesus nos ensinou a orar diariamente para não cairmos em tentação.

- É uma oração preventiva. Sendo assim, qual o propósito de Deus em relação às provações que enfrentamos como crentes?


1º - AS PROVAÇÕES REVELAM AS PROVISÕES DA GRAÇA DE DEUS - 1 Co 10.1-4.

- Paulo fala sobre as provisões de Deus para o povo de Israel em sua caminhada no deserto rumo à terra prometida (10.1-4).

- A experiência do deserto era necessária como provação para o povo de Deus (Dt 8.2-4).

- A disciplina de Deus em nossa vida é expressão do seu amor paternal (Dt 8.5).

- O texto fala do maná que desceu do céu (Ex 16.35) e da água que brotou da rocha (Ex 17.6).

- Para saciar a fome no deserto só pela providência divina. Deus permite experiências semelhantes hoje para que possamos reconhecer que dele procedem toda a boa dádiva e todo o dom perfeito (Tg 1.17).

- Só Jesus pode saciar a alma dos famintos e sedentos (Mt 5.6; João 6.32-35).Por mais difíceis que sejam as provações, quando perserveramos nelas aprendemos que a graça é suficiente e de que somos fortes na fraqueza (2 Co 12.7-10), como aprendeu Paulo!

2º - AS PROVAÇÕES REVELAM E REPROVAM A INCREDULIDADE - 10. 5-11

- Todos passaram pelas mesmas provações e receberam as mesmas bênçãos. Mas Deus não se agradou da maioria deles (10.5) e por isso não chegaram à terra prometida, mas ficaram prostrados no deserto (Nm 14.29-30).

- O texto nos adverte quanto às conseqüências da rebeldia e da incredulidade (10.6, 11)! Façamos parte da minoria crente, como Calebe e Josué, os únicos daquela geração que saiu do Egito e que entraram em Canaã. Os demais, que entraram, nasceram no deserto!

- A incredulidade e rebeldia nos privam das bênçãos e fazem os nossos filhos amargar os sofrimentos do deserto!

- A incredulidade e rebeldia se manifestaram e se manifestam em:

(1) cobiça (10.6; Nm 11.4),

(2) idolatria (10.7; Ex 32.4-6),

(3) imoralidade (10.8; Nm 25.1-18),

(4) atitude de provar a Deus (10.9; Nm 21.5-6) e

(5) murmuração (10.10; Nm 16.41, 49). Foi por essas atitudes de rebelião e incredulidade que a maioria ficou prostrada no deserto!

- Esses fatos estão registrados como advertência para nós hoje (10.6 e 11). O nosso Deus é amoroso, mas é igualmente justo!A incredulidade desonra Deus e Deus desonra a incredulidade!

3º - AS PROVAÇÕES REVELAM E APROVAM A FÉ NO DEUS VIVO

- Os crentes são exortados à vigilância para que permaneçam de pé e não caiam (10.12). As tentações (provações) são comuns a todos os seres humanos. A fidelidade de Deus não permite que sejamos tentados além do nosso limite, mas provê para nós uma saída vitoriosa! (10.13)!!!

- A perseverança na fé em meios às provações nos faz felizes porque, através delas, somos aprovados e nos tornamos frutíferos (Tg 1.2-4, 12; 1 Pe 1.6-9)

- O fogo não destrói o ouro, mas queima as escórias e faz com que ele brilhe mais! O crisol não destrói a prata, mas faz com que o metal seja revelado mesmo como prata.

- O mesmo acontece com o crente. Quando provado, o seu caráter brilha e ele manifesta a glória de Deus (Pv 17,3; Pv 27.21; Mt 5.16).A fé honra a Deus e Deus honra a fé!

Conclusão

- A Marinha mercante inglesa estava tendo prejuízo porque muitos navios estavam se afundando por excesso de carga. O parlamento, então, aprovou uma lei que obrigava cada navio a ter um sinal no casco que indicava o limite de carga. Se a carga ficava aquém do limite, dava prejuízo por trabalhar com capacidade ociosa; se ia além do limite, dava prejuízo porque naufragava. Todos deveriam trabalhar no seu limite.

- Portanto, quando somos provados no limite de Deus, tornamo-nos maduros, frutíferos e felizes! Este é o nosso alvo!


Por: Pr. Milquizedeque

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.